Maestro Paschoal Garcia

Maestro Paschoal Garcia
Homenagem Póstuma - Cadeira VI
Acadêmicos Titulares
Fundadora da Cadeira: Fabiana Castro Carvalho de Barros - 17/01/2017 a 08/02/2020 - abdicação
Acadêmica eleita: Terezinha Sarmento Marangón Villas - 08/02/2020 a 26/02/2020 - abdicação
Alessandra do Carmo [2020 - atual]

Paschoal Garcia nasceu em 15 de fevereiro de 1916 em Laranjal, Minas Gerais, no Sítio São João de propriedade de sua família. Filho de Gil José Garcia e Maria Amália Alexandre Garcia de um total de dez irmãos. Estudou no grupo escolar existente em Laranjal, que era na época, um arraial de Cataguases, ainda sem luz elétrica. Trabalhou na zona rural até os 20 anos de idade. 

Em 1936 foi para Cataguases trabalhar na leiteria do Sigismundo onde, mais tarde, funcionou por muitos anos a Loja Nacional. Tempos depois voltou a morar em Laranjal e, no carnaval recebeu um convite para tocar em Miraí. Nessa época, o padre de Miraí era o Imortal Monsenhor Ernesto Tancredo que havia chegado na cidade em 1933. Quando em Laranjal, o padre mantinha uma banda onde Paschoal já tocava. Assim, ao ver Paschoal, padre Ernesto insistiu para que aqui ficasse na cidade e para isso lhe ajudou, conseguindo um emprego na Casa Alves Pereira, um armazém da cidade. Ficou encarregado de cuidar do “conjunto” musical que existia na cidade. Alguns de seus integrantes eram: Francisco Rossi Bilheiro (bateria), Lalá Bahia (pandeiro), Sebastião Receputi (banjo), Pedrinho Bilheiro (clarinete), Amador Alvarez (flauta), Vitório Baldine (trombone), Gil Garcia (trombone) e Paschoal Garcia (piston). Desde então a banda de Miraí passou a fazer parte também de sua vida. Com o falecimento do então maestro Hermógenes Francisco de Paula, pai de Joel Francisco de Paula, o jovem Paschoal assumiu também esse posto. 

No ano de 1938, o maestro mudou-se para Miracema onde permaneceu até 1944. À época, trabalhou como vendedor na Casa de Calçados de seu irmão, Antônio. Em maio de 1939 casou-se com Maria Zorzi Garcia. O casamento foi realizado na cidade de Cataguases. Vieram os filhos e para a família, o Maestro compôs “Meu Jardim”. Em 1945 voltou para Miraí e trabalhou na carpintaria do Senhor Alberto Guedes, da qual saiu em 1950, para montar sua sapataria, profissão que exerceu por quase quinze anos. Em 1950, junto com o sargento Sinval Santiago e a pedido do prefeito Luiz Alves Pereira, pai do Imortal professor Luizito, o maestro e o sargento escreveram o hino “Ginásio Santo Antônio”, por ocasião da fundação da Instituição de Ensino. Em 1960 inaugurou sua loja, que recebeu o nome de Loja Santa Cecília, a santa protetora dos músicos. 

Entre as décadas de 1960 e 1970 seu conjunto musical passou por diversas reformulações, levando o maestro a compor a “Nuvem Passageira”. A musicalidade é parte de sua vida e identidade. De sua autoria nasceram várias músicas e nos mais variados estilos: marchinhas de carnaval, sambas, valsas e dobrados. Podemos citar: “A Primogênita”, “Minhoca Puladeira”, “Canção para Lulude”, “Juninho”, ‘Fios de Prata”, “Monsenhor Ernesto Tancredo”, “Hino do Grupo Escolar Joaquim Nabuco”, “Hino do Esporte Clube Miraí”, Música em homenagem aos 50 anos da Escola Estadual Dr. Justino Pereira, hoje Escola Municipal, Homenagem a Ataulfo e diversas outras composições destinadas à sua família. O maestro fundou a Sociedade Musical santa Cecília, tendo sido seu presidente e maestro. Recebeu os títulos de Cidadão Honorário e Comendador. 

Fonte: https://www.wikirio.com.br/Maestro_Paschoal_Garcia - texto adaptado 

 


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