Enrique de Resende

 


Enrique de Resende
Homenagem Póstuma - Cadeira XIII
Acadêmicos Titulares 
Simone Aparecida de Campos Portela Oliveira [2017 - atual]


Enrique de Resende, na verdade Henrique Vieira de Rezende, nasceu no dia 13 de agosto de 1899, na fazenda do Rochedo, em Cataguases. Era filho do jurista Afonso Henrique Vieira de Rezende e de Josefina Adelina Faria de Rezende. Fez o curso primário na casa dos pais. Estudou no Colégio Anglo-Brasileiro do Rio de Janeiro e depois fez o curso de matemática em Ouro Preto, vindo a formar-se engenheiro civil pela Faculdade de Engenharia de Juiz de Fora em 1924.

Em seu livro de estréia "Turris Eburnea", de 1923, a poética de Enrique de Resende já era moderna. Influenciado por Alphonsus de Guimaraens e a escola simbolista, em 1923 começaria uma evolução em sua arte que o levou a criar, com seus amigos Francisco Inácio Peixoto, Rosário Fusco, Ascânio Lopes, Guilhermino César, Antônio Martins Mendes, Oswaldo Abritta e Fonte Boa, a Revista Verde em 1927, o marco do movimento modernista em Cataguases.

Nas palavras do grande poeta Murilo Araújo, "Enrique de Resende, o modernista revolucionário da Verde, aprendeu antes, felizmente, o contraponto verbal em sua iniciação como simbolista. Por análogas razões os modernos que começaram nessa escola foram os que realizaram a arte mais perfeita e perdurável."

Enrique era o mais velho do grupo Verde. Engenheiro do departamento de Estradas de Rodagem e com obra publicada e muito bem aceita pela crítica especializada tornou-se a figura de referência do grupo Verde - alguns do grupo ainda eram adolescentes -, e por sua experiência, além de um dos maiores colaboradores, foi diretor da Revista. 

Publicou, entre outras obras, "Poemas Cronológicos", em parceria com Rosário Fusco e Ascânio Lopes, em 1928; "Cofre de Charão", em 1933; "Retrato de Alphonsus de Guimaraens", seu trabalho mais discutido e apreciado pela crítica, em 1938; "Rosa dos Ventos", em 1957; "A Derradeira Colheita", em 1964; "Pequena História Sentimental de Cataguases", em 1969; "Estórias e Memórias", em 1971.

O falecimento de Enrique de Resende, ocorrido em 16 de setembro de 1973, causou profunda consternação em Cataguases e fora dela, inclusive entre seus companheiros da Academia Mineira de Letras, para a qual foi eleito em 1966.
 
Fonte da biografia: www.asminasgerais.com.br

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