Álvaro Martins Drummond


Professor Álvaro Martins Drumond
Homenagem Póstuma - Cadeira III
Acadêmicos Titulares
Geissiane Aparecida de Aguiar [2017 - atual]

Álvaro Martins Drumond nasceu em 28 de setembro de 1892, filho de Carlos Martins Sobrinho e Domitila Drumond. Pertencia a uma tradicional família mineira, sendo irmão de Cacá, Marcos, José, Alda, Aurora, Geralda (Nhanhã), Branca (Nina) e Abdon.

Desde muito jovem dedicou-se ao magistério, profissão na qual construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação pública. Em reconhecimento à sua competência administrativa e ao trabalho desenvolvido no ensino, foi nomeado pelo Governo de Minas Gerais para exercer a direção do Grupo Escolar Visconde do Rio das Velhas.

Após alguns anos de atuação nessa instituição, recebeu do Secretário de Estado da Educação sua transferência para o município de Miraí, na Zona da Mata mineira, considerada um reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao ensino estadual. A mudança ocorreu em 23 de junho de 1934, quando se estabeleceu na cidade ao lado da esposa, Conceição Vasconcelos, e das filhas Helena e Sílvia.
Em Miraí, Álvaro Martins Drumond consolidou uma carreira que se estenderia por trinta e sete anos, período durante o qual participou da formação de inúmeras gerações de estudantes. Após suceder o professor Josino Neiva, assumiu a direção do Grupo Escolar Dr. Justino Pereira, tornando-se uma das principais referências da educação no município. Sua atuação foi marcada pelo zelo com a administração escolar, pelo incentivo ao ensino e pelo respeito conquistado entre alunos, professores e famílias.

Em 1971, foi aposentado compulsoriamente em razão da idade, encerrando uma longa carreira dedicada ao serviço público. Segundo registros da época, a aposentadoria representou uma mudança significativa em sua vida, refletindo em seu estado de saúde. Faleceu em 28 de janeiro de 1977, aos 84 anos.
Além de educador, Álvaro Martins Drumond era conhecido por sua elegância e distinção. Costumava vestir-se com apuro, usando gravata-borboleta e chapéu pretos, marcas de sua personalidade que permaneceram na memória daqueles que com ele conviveram. Nos últimos anos de vida, a bengala tornou-se sua companheira inseparável durante os passeios pela cidade.

Ao longo das décadas em que viveu em Miraí, conquistou o respeito e a amizade da população. Seu trabalho ultrapassou os limites da sala de aula, contribuindo para o fortalecimento da educação e da vida cultural do município. Em reconhecimento aos serviços prestados, recebeu diversas homenagens. Em 1975, foi agraciado com o título de Cidadão Miraiense, distinção que, por modéstia e em razão das limitações impostas pela idade, não chegou a receber solenemente.

Sua memória permaneceu viva após seu falecimento. Uma das principais ruas do centro de Miraí recebeu seu nome. Em outubro de 1977, a imprensa local publicou uma homenagem especial à sua trajetória, acompanhada de um soneto em sua memória. Sua cidade natal, Matozinhos, também prestou reconhecimento à sua contribuição para a educação, atribuindo seu nome a uma escola localizada no Conjunto Habitacional Vitalino da Fonseca.

Álvaro Martins Drumond, sua esposa Conceição e a filha Helena encontram-se sepultados em Miraí. Sua trajetória permanece como exemplo de dedicação ao magistério e ao serviço público, integrando a história da educação mineira e o patrimônio humano do município de Miraí.

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